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terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Um carinho cai bem...
"Eu tava triste... Tristinho!
Mais sem graça que a top-model
Magrela na passarela...
Eu tava só... Sozinho!
Mais solitário que um paulistano
Que um canastrão
Na hora que cai o pano"
[Zeca Baleiro - Telegrama]
E eu estava tristinha hoje... Tem dias em que a gente fica assim, ne?
E recebi um carinho, em forma de poema numa montagem com uma foto minha, do meu amigo Zé Carlos [Obrigada!!!].... Achei tão lindo que resolvi transformá-lo em postagem do blog! E aí está... O poema de hoje é de autoria dele, um lindo presente que eu amei! Eis o presente:
^^
Hélia
Postado por
Hélia Barbosa
domingo, 21 de novembro de 2010
Permita...
Deixe que minhas mãos afoitas
enlacem por inteiro seu corpo
em um abraço intenso, num fogo a arder.
Consinta que minha boca curiosa
explore cada parte de sua pele
em doces beijos, a lhe aquecer.
Aceite que minha língua sedenta
descubra deliciosos caminhos
em ousadas carícias, a lhe enlouquecer.
Transmita a mim o poder
de conduzir nossos corpos
em uma dança, de gozo e puro prazer.
Permita-se gemer como queira
com brados loucos ou bem baixinho,
em um êxtase total, a nos envolver.
Permita-me sorrir, satisfeita,
quando, aninhada em seus braços,
em um momento de paz... adormecer!
^^
Hélia
Postado por
Hélia Barbosa
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Memória

(Aprendi este poema ainda criança, e nunca mais esqueci... Afinal, o essencial é invisível aos olhos, mas fica eterno no coração... Sou fã da obra de Drummond e este é um dos seus mais belos textos!!)
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade
Postado por
Hélia Barbosa
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